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O Câncer de próstata representa o câncer mais frequente no sexo masculino e a segunda causa de mortalidade relacionada a câncer nos Estados Unidos. Estima-se que 1 de cada 10 homens irão desenvolver esta doença ao longo da vida. Como o câncer de próstata possui índice de cura elevado quando diagnosticado precocemente, é fundamental que se procure este diagnóstico numa fase inicial.

O câncer de próstata é um tumor maligno que se desenvolve geralmente na parte externa da próstata. O tumor de próstata inicial geralmente não causa nenhum sintoma. A medida que o tumor cresce, pode levar ao fechamento da uretra, que passa no interior da próstata e causar sintomas urinários. Como outros tumores, numa fase avançada da doença o câncer de próstata pode crescer e se disseminar para outras partes do corpo.

O câncer de próstata não deve ser confundido com a hiperplasia benigna da próstata (HPB), que é um crescimento não canceroso da glândula e que foi discutido anteriormente.

FATOS SOBRE O CÂNCER DE PRÓSTATA:

  • O câncer de próstata geralmente não causa sintomas na sua fase inicial.
  • O exame de toque retal (um exame simples realizado no consultório) permite que o urologista detecte tumores antes que os sintomas apareçam. Deve ser realizado anualmente em homens com mais de 45 anos.
  • O PSA só é produzido por células da próstata (benignas ou malignas) e pode ser medido através do exame de sangue. Quanto mais elevado o PSA de um paciente, maior a chance de que ele tenha um câncer na próstata. O PSA deve ser dosado anualmente em homens com mais de 45 anos.
  • O câncer de próstata só pode ser confirmado com uma biópsia (fragmento de tecido removido para exame microscópico).
  • Um em cada 10 homens irão desenvolver câncer de próstata.
  • O câncer de próstata é o tumor mais comum em homens e a segunda maior causa de morte por câncer em homens nos Estados Unidos.
  • O câncer de próstata pode geralmente ser curado quando tratado antes que o tumor tenha se espalhado para for a da próstata.

QUEM DEVE SE PREOCUPAR COM O CÂNCER DE PRÓSTATA?

Todo homem com mais de 40 anos deve saber que possui um risco de desenvolver câncer da próstata. O risco é cada vez maior quanto mais avançada a idade. Homens cujo irmão ou o pai têm ou tiveram câncer na próstata possuem um risco muito aumentado de também desenvolver a doença. Alguns estudos indicam que dietas com muita gordura aumentam a chance de desenvolver a doença. Outros fatores de risco não foram claramente identificados.

Embora o câncer de próstata seja geralmente curável quando diagnosticado precocemente, muitos casos da doença só são diagnosticados numa fase avançada, quando já não podem ser curados. Isto ocorre porque os sintomas da doença na fase inicial (semelhantes aos da HPB – vide acima) são pouco exuberantes e muitas vezes inexistentes. Assim, o tumor só pode ser detectado precocemente através de checkups regulares da próstata. Recomenda-se, portanto, que após os 45-50 anos, todos os homens (mesmo assintomáticos), procurem um urologista anualmente para avaliação da próstata.

O QUE FAZER SE A BIÓPSIA CONFIRMAR UM CÂNCER NA PRÓSTATA?

Nos pacientes que tenham o diagnóstico de câncer de próstata estabelecido através de uma biópsia, o primeiro passo é o estadiamento da doença. Isto é, seu urologista irá solicitar alguns exames para determinar se o câncer está confinado à próstata ou se já se espalhou para fora dela.

À medida em que o tumor de próstata cresce, ele pode se espalhar para os órgãos adjacentes à glândula (principalmente vesículas seminais e bexiga) e pode se disseminar para os gânglios linfáticos da pelve. Nos tumores mais avançados pode haver disseminação através da corrente sanguínea para órgãos distantes metástases), sendo mais frequentes as metástases para os ossos e pulmões.

COMO SE TRATA O CÂNCER NA PRÓSTATA?

O tratamento do câncer de próstata baseia-se principalmente no estadiamento da doença. Nos tumores confinados à próstata a cirurgia para remoção da glândula e a radioterapia são os tratamentos que oferecem melhores chances de cura. A cirurgia para o tratamento do câncer de próstata localizado é chamada prostatectomia radical. Nesta cirurgia são removidas a próstata e as vesículas seminais e frequentemente remove-se também os linfonodos (gânglios) pélvicos.

A radioterapia pode ser feita através de pequenas sementes radioativas colocadas diretamente dentro da próstata (braquiterapia) ou através de radioterapia externa convencional. Tanto a cirurgia como as diferentes formas de radioterapia oferecem ótimas chances de cura para os pacientes com doença inicial. Ambas, entretanto, podem apresentar riscos clínicos e de complicações urológicas como alteração da ejaculação, potência e continência urinária. Em alguns pacientes com câncer da próstata, pode ser que nenhum tratamento seja necessário. Alguns tumores da próstata têm crescimento muito lento e podem levar mais de 10 anos para se disseminar ou causar outros problemas. Assim, alguns pacientes (especialmente aqueles com idade muito avançada ou com a saúde muito debilitada por outras doenças) podem não requerer qualquer tratamento.

Nas doenças que já extrapolaram os limites da glândula, modalidades como radioterapia, bloqueio hormonal e quimioterapia podem ser utilizadas. O bloqueio hormonal (ou hormonioterapia) é o mais utilizado nestes casos e fundamenta-se na supressão do estímulo para o crescimento da próstata, que é feito pela testosterona. Bloqueando-se a testosterona pode-se bloquear o crescimento das células prostáticas (tanto benignas quanto malignas). O bloqueio hormonal pode ser feito por drogas que impeçam a produção de testosterona ou drogas que bloqueiem sua ação. Outra alternativa é a remoção dos testículos ou da sua porção responsável pela produção da testosterona.

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